Promover a conexão entre arte e ciência é lançar-se ao desafio de não apenas desenvolver o conhecimento, mas de buscar formas diferentes para comunica-lo. É também uma maneira de se exercitar a imaginação e a criatividade, ao se olhar para processos e atividades corriqueiras, a partir de uma outra perspectiva. E isso é um pouco do que a neurocientista Meg Davis faz! Em seu perfil no twitter, @BrainsRus, a pesquisadora do NIH (National Institutes of Health) revela aos seus seguidores, as “coisas que viu através do microscópio” (Things I’ve seen through a microscope), a partir do seu trabalho de mais de 15 anos com cérebros de camundongos. As imagens que a pesquisadora apresenta, geradas a partir de técnicas diversas que medem e registram a atividade cerebral, oferecem experiências de fruição distintas: podem ser vistas de uma perspectiva estética como obras de arte, podem ser lidas como informação científica, mas também podem oferecer as duas experiências ao mesmo tempo.
Nesta primeira edição, trazemos para vocês uma entrevista com a pesquisadora Meg Davis, onde ela nos conta um pouco mais sobre seu trabalho, sua carreira como pesquisadora no NIH e quais são as perspectivas futuras para o desenvolvimento das neurociências, a partir de seu campo de atuação.
Boa leitura!
Qual foi sua carreira na graduação e pós-graduação? O que te motivou escolher a área de morfologia como um dos focos dos seus estudos?
Meg Davis: Eu estudei psicologia experimental e biologia na graduação e especializei em neuroquímica na pós-graduação. Durante minha graduação na Florida State University, trabalhei para R. Bruce Masterton em um laboratório de neuroanatomia e psicologia comportamental. O laboratório estava pesquisando o traçado de caminhos auditivos e aprendi técnicas de ponta na década de 80, mas éramos limitados, naquela época, a receptores, imunohistoquímica e tract-tracing(mapeamento de marcadores). Antes de fazer pós-graduação, fiz um desvio como técnica de laboratório em imunologia e virologia molecular e foi uma experiência excelente, mas percebi que a neurociência me motivava mais. Meu mentor na pós-graduação, Bill Shain, me apresentou àimunofluorescência e microscopia confocal. Fiz aulas em neuroanatomia e um curso excelente em técnicas de neuroanatomia com a professora Sue Tieman na StateUniversityof NY em Albany, onde fiz a minha pós-graduação. Como pós-graduanda, o foco do meu trabalho era primariamente em transdução de sinal e fosforilação de proteínas, mas usei o microscópio como instrumento para suplementar a bioquímica. Nunca imaginei que microscopia e anatomia se tornariam meu foco, mas a minha formação me preparou para outro desvio. Comecei a trabalhar na NIH na época em que se disseminou o uso de camundongos transgênicos GFP. O chefe do nosso laboratório perguntou se alguém sabia como dissecar um cérebro. Eu, relutantemente, fui voluntária. Quando vi a beleza e complexidade nas linhagens de camundongos GFP, eu me encantei. Eu estava vendo tudo que Cajal desenhava, mas em cores diferentes! Frequentemente peço estudantes e pós doutorandos se posso olhar suas secções pois sempre vejo algo novo. Cada lâmina que vejo é acrescentada ao meu atlas mental do cérebro do camundongo!
Há quanto tempo trabalha na NIH? Qual seu cargo?
Meg Davis:Trabalho na NIH há 15 anos. Sou Cientista Contratada no laboratório de David Lovinger, o que significa que ou um recurso para o laboratório e cientistas em treinamento, além de ter meus próprios projetos. Treino pessoas nas áreas de microscopia, anatomia, estereologia e bioquímica. Além disso, passo muito tempo desenvolvendo técnicas para as pessoas utilizarem no laboratório, fazendo manutenção de microscópios, e resolvendo problemas e dificuldades que surgem.
Você poderia nos falar a respeito de alguns dos projetos com os quais está envolvida atualmente?
Meg Davis: Meu principal interesse é o sistema estrioma-matriz no striatum e o papel dos endocanabinoides na regulação da função do estrioma. Estriomas são estruturas discretas presentes no striatum e que recebem input pré-frontal e o projetam diretamente aos corpos neuronais celulares de dopamina na substantia nigra.Eles são envolvidos em comportamento direcionado a objetivos ou foco e em comportamento adicto, mas não sabemos muito sobre sua função. Estou usando anatomia para compreender a organização sináptica, funções possíveis de colaterais de neurônios do striatum comparados à matriz em volta. Também nos interessamos nas diferenças de dinâmicas de dopamina nos dois compartimentos e como a dopamina regula essas funções. Finalmente, esperamos poder amarrar cada uma dessas unidades funcionais a um resultado comportamental específico.
Estamos nas fases iniciais de integrar anatomia com comportamento. Com a ajuda da Shana Silverstein no laboratório Andrew Holmes’, estou mapeando input convergente às sub-regiões de striosomes e núcleo accumbens do córtex pré-frontal e amígdala utilizando vírus, camundongos transgênicos, e toxina da cólera. Alguns dos striosomes podem estar envolvidos em vias de aprendizado de ansiedade ou medo e podemos replicar vários estudos que foram feitos previamente em camundongos utilizando técnicas diferentes. Conseguimos mapear discretas projeções de sub-regiões no núcleo accumbens (além do cerne e casca) e a preferência por input para diferentes subtipos de neurônios do striatum. Agora que temos um modelo menor e de mais fácil manipulação, podemos perguntar quais regiões dos striosomes e núcleo accumbens estão envolvidos em comportamentos específicos relacionados a medo utilizando optogenética. Como mencionei, trabalho com pessoas que estão em treinamento e cientistas visitantes em seus projetos além de oferecer assistência a outros laboratórios, tanto do NIH quanto “de fora”, então estou envolvida em vários projetos diferentes.
O que te motivou a promover as fotos (imagens cerebrais)? O que te fez perceber que poderiam ter um interesse além do científico?
Meg Davis: Meus colegas me convenceram a tornar minhas imagens mais acessíveis. Eles frequentemente são apenas “arte” e contribuí para projetos de arte cerebral e exposições. A principal razão para a disseminação é que quero que a comunidade científica saiba os dados que coletei e que estou disposta a compartilhar. O Twitter tem me permitido o estabelecimento de colaborações e o compartilhar dos meus dados com outros que podem fazer uso deles. Tenho o cuidado de categorizar cada linhagem de camundongo que utilizamos em nosso laboratório, algo que a maior parte dos investigadores não tem tempo para fazer. Espero que o compartilhar do meu conhecimento facilite a pesquisa dos outros. Se vejo algo interessante ou algo que questiona ou põe à prova dogmas da neurociência, posto uma imagem bela só para instigar as pessoas a pensarem. Se você ainda não percebeu, sou ávida proponente da ciência aberta. Não tenho tempo para postar todas as observações interessantes, mas quero que os outros saibam o que eu vi. O Twitter me permite fazer isso sem precisar redigir uma história publicável.
Você pode nos dar alguns exemplos de processos (técnicas) que utiliza para rotular estruturas cerebrais e tirar fotos?
Meg Davis: Utilizamos vírus, camundongos transgênicos fluorescentes, imunofluorescência, e marcadores como a toxina da cólera para rotular neurônios e vias cerebrais. Nosso método preferido, no momento, é o viral. Somos capazes de injetar vírus que dependem de expressão cre em tipos específicos de células e seguimos esses neurônios ao longo do cérebro usando expressão cre dependente de proteínas fluorescentes. Esses vírus também podem carregar um canal de rodopsina e são utilizados em experimentos fisiológicos/optogenéticos. Recentemente desenvolvemos um método chamado de “Brain BLAQ” que nos permite fazer fisiologia nas sessões espessas e guarda-las para experimentos anatômicos no futuro. É importante ser capaz de verificar o sítio de injeção, tipo cerebral e padrão de expressão porque às vezes erramos o alvo ou temos padrões anormais de expressão viral.
Uma vez tingidas as sessões, utilizamos diferentes microscópios para conseguirmos imagens, dependendo da pergunta que fazemos. Temos microscópios de campo ampliado e fluorescência para trabalho de baixa intensidade que nos permite ver 4 cores diferentes. Também temos um confocal com laser 2-fotons ajustável e 5 linhas de laser fixas. Isso é excelente para experimentos com marcadores múltiplos, além de criar imagens lindas.
Como você avalia a ciência de comunicação nas neurociências? Quais ações você sugere para promove-la?
Meg Davis: Acho que neurocientistas sempre foram capazes de comunicar uns com os outros, mas falamos uma linguagem diferente da dos outros cientistas da biologia. A maior questão é quanto as pessoas estão dispostas a compartilhar publicamente. Como mencionei antes, eu gostaria de ver mais recursos científicos abertos. O cérebro é extremamente complexo e não vamos progredir se as pessoas não trabalharem juntas. Competição para financiamento é o maior impedimento para comunicação científica aberta. As pessoas não querem compartilhar suas ideias por causa desta competição, o que é um detrimento à ciência. Por estar no programa intramural do NIH, tenho a liberdade de compartilhar ideias e dados sem preocupar com financiamento no ano seguinte. Como tudo mais, no fim é uma questão de dinheiro.
Você acredita que cientistas têm um papel importante na compreensão do público em relação à ciência? Você pode esclarecer a razão da sua resposta?
Meg Davis: Com certeza! Parte do nosso trabalho como cientistas é comunicar nosso trabalho. Se não somos capazes de fazer isso, falhamos. Explicar nosso trabalho ao público é um desafio, mas é mais fácil quando conseguimos amarrar a explicação a uma doença. Não consigo explicar meu trabalho com facilidade para o público leigo, mas quando começo a falar de Doença de Parkinson ou vício, as pessoas ficam mais interessadas. Aplaudo pessoas como Robert Sapolsky. Sapolsky faz palestras incríveis e divertidas para o público; eu amaria ver mais cientistas conversando com o público. Os TED talks estão dando um palco para os palestrantes mais dinâmicos, então acho que estamos no caminho certo. Só precisamos fazer com que o público se interesse. Pessoalmente, gosto de conversar com crianças e sou voluntária em feiras de ciências e feiras profissionais em escolas locais. Eu me encantei pela ciência como criança pois meu pai era engenheiro, então acho que a paixão pela ciência começa cedo.

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